
Acordei! Não da dádiva de Morfeu, mas do que não desejava ver.
A inquietude dos últimos dias findou por trazer respostas insuportáveis.
O vazio da solidão irremediável achou sua melhor argumentação para derrubar o contraditório de sua dor maior.
Hoje é o dia para comemorar a vida, o amor, a continuidade do acontecimento que perpetuará a humanidade num ato de desprendimento traduzido no milagre de uma pessoa preparar outra, dando a ela sua forma.
Acordei, para a realidade de ser um ser só. Nem mãe nem “irmamãe”! Que vontade de abraçar mais uma vez, beijar mais uma vez, sentir o cheiro mais uma vez, ouvir a voz mais uma vez, sentir o afago mais uma vez e melhor, sentir tudo isto de uma só vez.
Amamos tanto sem perceber, no entanto, somos amados tanto sem perceber o quanto! Quão insensível ao não perceber esta amplitude, que dor a minha alma traz nesta angustia só minha, que ruptura inesperada e covarde.
Ebenezer Aquino
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